29/01/2010

O FILME DO NOSSO PRESIDENTE

Foto: Divulgação (WEB)

Bem, não estou aqui como anti-lulista. Mas, confesso, esperava bem mais do que tenho visto. O que Lula tem feito, no caso de tornar o Brasil uma potência respeitada internacionalmente, é legal. Mas, uma coisa é fazer isso e a outra coisa é esquecer as mazelas do Brasil. Estes casebres populares são bacaninhas, mas vá ver de perto. Tenta passar uma semana morando num daqueles cubículos. Ora, se para fazer um filme se pode gastar tanto (R$ 40 milhões); se para custear as viagens gasta-se uma fortuna, por que não fazer casas maiores e mais dignas?
Como imortalizou Joaõsinho Trinta "Pobre gosta de luxo; quem gosta de lixo é intelectual". E não estava errado. O pobre também quer conforto, lazer, mesa farta, casa bonita. Não precisa ser casa de novela, mas uma casa na qual as pessoas tenham o prazer de manter e de ficar. Tive a oportunidade de ir a uma destas casinhas - quem assistiu ao filme Central do Brasil - tem noção e não são nada agradáveis e pecam pelo excesso do simples, coisa que o nosso presidente passa distante, mesmo estando estafado. Quando ele vem à Bahia passar uns dias na praia predileta, a pessoa que fica do lado de cá, não pode tocar os pés nas águas onde o caro senhor se encontra. Segurança? Entende-se, mas há também aí uma separação importante, uma segregação mesmo. E, infelizmente, também tive chances de ver isso bem de perto. Nem sabia que Lula estava lá e fui me banhar no lado limpo, porque o pessoal também é porco. Aí veio um oficial, uma lancha... Quase fui escoltada para junto da "escória".
Quanto ao filme, além de ver, é bom ler as críticas. E tentar entender. Bom ler  O fracasso do filme de Lula de Ipojuca Pontes. O que ele diz, me poupa comentar algo mais. Trata-se de um texto embasado e muito coerente. Por falar neste filme - o longa mais caro produzido no Brasil, enquanto os cineastas ficam se apertando para fazer trabalhos de excelência - o cineasta Fábio Barreto, acidentado antes da estréia, continua hospitalizado. Em boletim de 13 de janeiro, falava-se em sinais de recuperação, mas o rapaz, diretor do elogiado "O Qu4trilho" continuava respirando por aparelhos e inconsciente, ainda que abrindo os olhos às vezes. Será um milagre ele sair desta sem seqüelas. Infelizmente.


Um comentário:

  1. hehehehehehehehehe

    num guentei, e corri pra cá!... e valeu a pena...

    tô adorando isso aqui... hehehehehehehehe

    beijo, Iza

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